(Doenças Periodontais e seus efeitos no corpo humano)
1. Doença cardiovascular
2. Parto prematuro e baixo peso do recém nascido
3. Doença pulmonar
4. Osteoporose
5. Doena cerebrovascular
6. Diabetes
1. Doença cardiovascular

Existem diversas teorias para explicar a correlação entre a doença periodontal e doenças cardiovasculares. Uma teoria é que a bactéria bucal pode afetar o coração quando cai na corrente sangüínea, se ligando a placas de gordura nas artérias coronárias (vasos sangüíneos no coração) e contribuem para formação de um coágulo. A doença na artéria coronária é caracterizada pelo aumento da espessura das paredes das artérias coronárias devido ao acúmulo de gorduras. Coágulos sangüíneos podem obstruir a circulação normal de sangue, restringindo a quantidade de nutrientes e oxigênio necessários para o funcionamento adequado do coração. Isto pode levar a um ataque cardíaco.

Uma outra possibilidade é que a inflamação causada pela doença periodontal aumenta a formação da placa ateromatosa, o que pode contribuir para a obstrução das artérias.

Pesquisadores demonstraram que indivíduos com doença periodontal têm quase duas vezes mais chances de sofrer doenças cardíacas do que indivíduos sem doença periodontal.

A doença periodontal também pode exacerbar condições cardíacas pré-existentes. Pacientes com risco para endocardite infecciosa podem necessitar de antibióticos prévios aos procedimentos dentários. Nossos periodontistas, juntamente com o seu cardiologista serão capazes de determinar se a sua condição cardíaca precisa do uso de antibióticos prévios.

As seguintes condições cardíacas exigem o uso de antibióticos para prevenir a Endocardite Infecciosa antes dos procedimentos odontológicos onde há previsão de sangramento:

•  Prolapso de vávula mitral com regurgitação;
•  Cardiomiopatia hipertrófica;
•  Disfunção valvular adquirida;
•  Malformações cardíacas congênitas;
•  Vávulas cardíacas protéticas;
•  Endocardite bacteriana prévia;
•  Doença cardiáca cianótica congênita;
•  Circulação cárdio-pulmonar cirúrgica.

Para os pacientes que possuem alguma das condições acima descritas, é importante conhecer quais os procedimentos odontológicos onde a profilaxia antibiótica para endocardite está indicada:

•  Profilaxia ('Limpeza") dos dentes ou implantes;
•  Colocação de bandas ortodônticas;
•  Extração dentária;
•  Procedimentos periodontais;
•  Procedimentos cirúrgicos, incluindo instalação e reexposição de implantes dentários.

É bom lembrar que, caso você necessite de cirurgia cardíaca, uma avaliação bucal prévia feita pelos nossos periodontistas diminuirá os riscos de complicações pós-operatórias.

2. Parto prematuro e baixo peso do recém nascido

Por um longo tempo, sabia-se que fatores de risco como fumo, álcool e drogas contribuíam para o nascimento de bebês prematuros e de baixo peso.

Atualmente, novas evidências têm demonstrado um novo fator de risco - a doença periodontal. Mulheres grávidas com doença periodontal podem apresentar até sete vezes mais chance de ter filhos nascidos muito antes do tempo e muito pequenos.

Mais pesquisas ainda são necessárias para confirmar como a doença periodontal pode afetar os resultados da gravidez. Parece que a doença periodontal aumenta os níveis de fluidos biológicos que induzem ao parto, podendo levar a prematuridade.

Todas as infecções são motivos de preocupação em mulheres grávidas, pois podem por em risco a saúde do bebê. A Academia Americana de Periodontia recomenda que mulheres que estejam planejando engravidar devem realizar uma avaliação periodontal.

3. Doença pulmonar

Infecções respiratórias bacterianas podem ser adquiridas através da aspiração (inalação) de pequenas gotículas da boca e da garganta que vão para os pulmões. Estas gotículas contêm germes que podem se instalar e se multiplicar nos pulmões e causar danos. Pesquisas recentes sugerem que bactérias da garganta, assim como da boca, podem ser encontradas no trato respiratório inferior. Isto pode causar infecções ou piorar condições pulmonares já existentes. Pessoas com doença respiratória, tal como a doença pulmonar obstrutiva crônica, sofrem tipicamente de sistemas protetores reduzidos, tornando mais difícil eliminar bactérias dos pulmões.

Pesquisadores descobriram que bactérias que habitam a cavidade bucal podem ser aspiradas para os pulmões e causar doenças respiratórias, como a pneumonia, especialmente em pessoas com doença periodontal. As doenças pulmonares obstrutivas crônicas causam obstrução persistente das vias aéreas. A causa principal desta doença parece ser o hábito de fumar por um longo período. Os produtos químicos e a poluição do ar irritam as vias aéreas causando obstrução. Danos futuros aos tecidos e a função pulmonar podem ser prevenidos, mas danos já estabelecidos não podem ser recuperados. A doença pulmonar obstrutiva crônica não-diagnosticada ou não-tratada pode resultar em danos irreversíveis. Atualmente, estudos estão em andamento para estabelecer como a higiene oral e a doença periodontal podem estar associadas com as doenças pulmonares.

Portanto, ter uma boca saudável, sem doença periodontal é de grande relevância para a sua saúde geral.

4. Osteoporose

Pesquisadores têm sugerido uma relação entre a osteoporose e a perda óssea mandibular. Estudos demonstram que a osteoporose pode levar a perda dentária porque a densidade óssea ao redor do dente pode ser afetada, o que significa que o dente não terá mais uma fundação sólida.

Entretanto, uma terapia de reposição hormonal pode oferecer alguma melhora. Um estudo publicado em agosto de 1999, pela Academia Americana de Periodontia, concluiu que a utilização de suplemento de estrogênio em mulheres na menopausa diminui a progressão da doença periodontal. Os pesquisadores suspeitaram que a deficiência de estrogênio e a osteopenia/osteoporose aumentam a progressão de perda óssea bucal durante a menopausa, o que poderia levar a perda dentária. O estudo também concluiu que a reposição com estrogênio foi capaz de diminuir a inflamação gengival e a perda de inserção (destruição das fibras e osso que suportam os dentes) em mulheres com sinais de osteoporose.

5. Doença cerebrovascular

Alguns estudos têm apontado para uma associação entre a doença periodontal e o acidente vascular cerebral (AVC), mais conhecido como derrame. Em um estudo sobre a relação causal da infecção bucal como fator de risco para o AVC, indivíduos diagnosticados com isquemia cerebrovascular aguda apresentavam mais infecção bucal comparado aqueles do grupo controle.

6. Diabetes

Pessoas com diabetes são mais suscetíveis à doença periodontal do que pessoas sem diabetes, provavelmente porque indivíduos diabéticos estão mais propensos a contrair infecções. De fato, a doença periodontal é geralmente considerada a sexta complicação do diabetes.

Os indivíduos que não controlam a diabetes estão especialmente sob risco. Um estudo recente descobriu que pacientes com diabetes tipo 2 não-controlada são mais susceptíveis a desenvolver doença periodontal do que pacientes com diabetes controlado.

Entretanto, recentemente pesquisas têm sugerido que a relação entre a doença periodontal e a diabetes caminha para ambos os lados, a doença periodontal pode tornar mais difícil para pacientes com diabetes controlar os níveis de açúcar no sangue.

Doença periodontal severa pode aumentar o açúcar no sangue, contribuindo para elevar os períodos de tempo em que o organismo funciona com níveis altos de açúcar. Isto põe os diabéticos sob um risco aumentado de complicações do diabetes. Portanto, diabéticos que têm doença periodontal devem ser tratados para eliminar a infecção periodontal.

Esta recomendação é suportada por um estudo publicado pela Academia Americana de Periodontia, em 1997, envolvendo 113 índios com diabetes e doença periodontal. Este estudo concluiu que quando a infecção periodontal foi tratada, o controle do diabetes foi marcadamente melhorado.

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